Obama fala sobre a impressão 3D no Estado da União 2013

Isto foi o que o Presidente Obama tinha a dizer sobre a impressão 3D e seu plano para o setor industrial em seu discurso sobre o Estado da União ontem:

“No ano passado, nós criamos nosso primeiro instituto de inovação industrial em Youngstown, Ohio. Um depósito que havia antes sido fechado, é agora um laboratório de última geração onde novos trabalhadores estão se especializando na impressão 3D, que tem o potencial de revolucionar o modo como fazemos praticamente tudo. Não há razão para crer que isso não seja possível em outras cidades. Então, esta noite, anuncio o lançamento de mais três destes centros industriais, onde empresas em parceria com os Ministérios da Defesa e da Energia transformarão regiões esquecidas pela globalização em centros internacionais de empregos de alta tecnologia. E eu peço a este Congresso ajuda para criar uma rede de quinze destes centros para garantir que a próxima revolução industrial seja “Made in America”. Se queremos fazer os melhores produtos, também temos de investir nas melhores ideias.”

Com certeza. Mas ir dessas “melhores ideias” a esses “melhores produtos”, não é tão simples assim. No mercado de consumo atual, a competição é mais acirrada do que nunca. Os consumidores não só exigem qualidade maior como também a exigem com um preço competitivo. E é por isso que a impressão 3D é uma peça tão importante na recuperação econômica atual.

O plano de Obama de trazer de volta para os EUA mais empregos na indústria é elogiável e necessário. Mas será que é realista? E como?

Tablet Surface da Microsoft

Protótipos do tablet Surface da Microsoft foram feitos centenas de vezes no sistema de impressão 3D Objet Connex antes de entrar em produção

Bem, com a impressão 3D e a fabricação aditiva seria possível fazer pelo menos estas três coisas:

Primeiro, seria possível que mais inovadores demonstrassem e comprovassem sua ideia ou conceito por meio de impressoras 3D pequenas, acessíveis como a Mojo, que logo estará em todo escritório de design. Isso significa que poderíamos impulsionar o número de boas ideias que chegam de fato a ser notadas e cogitadas por investidores e pela alta administração.

Segundo, a impressão 3D possibilitará que uma boa ideia seja aperfeiçoada e transformada em um produto superior por meio de intensa prototipagem. O Obama mencionou o exemplo da Apple, então para ficar no mesmo ramo, pense na Microsoft: a tecnologia de impressão 3D Objet Connex foi usada para criar mais de 300 protótipos para se chegar ao modelo final do novo tablet Surface da Microsoft. Mesmo algo tão simples como o suporte do dispositivo foi prototipado várias e várias vezes até ser considerado pronto para o mercado.

E terceiro, a impressão 3D possibilitará a criação de uma linha de produção mais inteligente, onde sistemas de fabricação digital direta como o Fortus 900 serão usados para fabricar lotes de peças personalizáveis de um produto para atender a demanda por alto nível de qualidade dos consumidores atuais.

A Fabricação Digital Direta (DDM, da sigla em inglês) tem o potencial de reinventar a linha de produção, dando a ela mais rendimento e flexibilidade.

Essa é a essência da impressão 3D: estimular a excelência no design e garantir que esta não seja perdida no processo até chegar às mãos do consumidor final. Sem a impressão 3D, esse seria um processo longo, monótono e dispendioso que poucas empresas poderiam realizar – e algo no qual seria muito mais difícil para economias com recursos limitados investir.

A impressão 3D abre caminho para um futuro de controle de qualidade rápido, eficaz que resulta em produtos norte-americanos mais interessantes e que fazem mais a diferença. E este é o valor que ela pode oferecer à economia dos EUA e ao mercado global. Não é de admirar que Obama esteja priorizando a tecnologia em seu novo mandato!

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