Esgrimistas olímpicos no controle com as impressoras 3D da Stratasys

Todos os dias vemos aplicações novas e interessantes sendo aprimoradas pela impressão 3D. Que tal a personalização de equipamentos esportivos para dar ao atleta uma vantagem competitiva?

3d printed fencing hilt, tsukuba university

Punhos de espadas personalizados produzidos em uma impressora 3D multimaterial Objet350 Connex

Bem, isso é exatamente o que está acontecendo na Universidade de Tsukuba, no Japão.

A universidade é reconhecida por sua pesquisa e desenvolvimento em três áreas principais: equipamentos esportivos, treinamento esportivo e condicionamento esportivo.  Uma equipe de pesquisas liderada pelo professor Norihisa Fujii na Faculdade de Ginástica da universidade está desenvolvendo equipamentos personalizados usados pela equipe de esgrima do Japão e que os ajudaram a ganhar a medalha de prata nas Olimpíadas de Londres em 2012.

Fale sobre sua vantagem competitiva!

Primeiro você precisa compreender a importância do “punho”. Ele é o cabo de uma espada de esgrima e deve encaixar-se perfeitamente na mão do esgrimista – mesmo a mínima alteração no formato de um punho pode afetar as manobras de um esgrimista competitivo. O menor desvio pode significar a diferença entre a vitória e a derrota em um combate.

Historicamente, havia apenas um tipo de punho de esgrima. Cada esgrimista precisava limar manualmente seu punho para que ele se encaixasse perfeitamente em sua mão e fornecesse uma superfície não deslizante (você não vai querer perder sua espada!). Como cada punho era personalizado a mão, se uma espada em particular quebrasse, era essencialmente impossível substituí-la por outra com o mesmo punho.

Ganhando a Prata, fazendo história

Para as Olimpíadas de 2012, os pesquisadores da Universidade de Tsukuba digitalizaram o equipamento real usado pelos esgrimistas e, em seguida, usaram a impressora 3D multimaterial Objet350 Connex da Stratasys para imprimir os punhos em 3D. Isso significava que protótipos iterativos de cada espada poderiam ser rapidamente produzidos. A precisão de 16 mícrons da impressora 3D Objet350 Connex baseada na tecnologia PolyJet permitiu que os pesquisadores fizessem variações mínimas de acordo com o feedback fornecido pelos atletas. Foram produzidos 70 protótipos no total.

Quando o esgrimista encontrava o conjunto espada/punho perfeito, várias cópias dessa espada poderiam então ser impressas em 3D.  Pela primeira vez na história da esgrima, cada competidor tinha cinco punhos idênticos de reserva.

Na trilha do sucesso do projeto olímpico de esgrima, a Universidade de Tsukuba está explorando agora outras aplicações esportivas da impressão 3D, como equipamentos de proteção para ginastas, calçados para arremessadores de dardos, vestes para triatlo, mastros para vela, um sistema de avaliação de movimento de pés para badminton e outros.

 

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