O Homem por trás da Máscara: O estilista Francis Bitonti explica a fusão da moda com a impressão 3D

Francis Bitonti, um arquiteto e estilista de Nova York, lançou uma máscara impressa em 3D na Wearable Futures Conference, em Londres. O Francis Bitonti Studio vem explorando ativamente maneiras de utilizar na moda materiais impressos em 3D em conjunto com a engenharia de design. A máscara para a Wearable Futures foi criada através de uma  Objet Connex multi-material 3D Printer, da Stratasys.

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A primeira versão da máscara impressa em 3D por Francis Bitonti, criada com uma impressora 3D Objet Connex multi-material, da Stratasys, e foi apresentada em Dezembro 2013 no Wearable Futures.

Bitonti compartilhou alguns detalhes com a gente de como a máscara foi feita e o que isto representa em relação a sua visão sobre design: ““Para este projeto, utilizamos materiais a base de borracha impressos em 3D utilizando PolyJet VeroClear rígido e TangoBlack. O projeto se trata de sobreposições. Não se trata de criar uma segunda pele para o corpo, mas um corpo sobre um outro corpo. Criamos uma rede complexa – um material flexível e rígido. Queríamos ver a capacidade de colisão dessas redes em relação ao corpo humano. Estamos criando um novo corpo, uma nova pele.”
Bitonti vem trabalhando com tecnologias de impressão em 3D há muitos anos; os últimos projetos de seu estúdio incluíram um protótipo de rack para bicicleta em curva encomendado pelo Departamento de Transportes da Cidade de Nova York, além de uma linha de produtos domésticos como pratos e talheres e uma cadeira e banqueta, impressos em 3D a partir de plástico ABS, utilizando a tecnologia Fused Deposition Modeling (FDM) da Stratasys.
A relação de Bitonti com a tecnologia tem uma longa história; desde criança trabalha com computadores e programação. Seu grupo de pesquisa no instituto Pratt de Nova York, onde obteve seu diploma em arquitetura, foi um dos primeiros a utilizar computadores em cursos de design. Em uma entrevista com Aradna Sharma para o blog A Shaded View of Fashion de Diane Pernet, Bitonti revelou que “foi naquela época que tive meus primeiros contatos com programas de fabricação controlada”. Bitonti prefere que a tecnologia seja a força motriz por traz de seus designs ao invés de achar inspiração na natureza ou planos geométricos. “Nunca sei o que vou fazer quando inicio um projeto. Não faço esboços, tudo é muito intuitivo, é muito mais um processo de exploração material apesar de tudo ser digital…me interesso por fazer meus designs usando processos e sistemas. Monto sistemas simples que geram resultados complexos. É tudo uma colaboração com a inteligência artificial, eu e a máquina.”

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Francis Bitonti

Bitonti usa impressões em 3D para dar vida a seus projetos e acredita que essa tecnologia esta revolucionando a maneira de como fabricamos nossos produtos. “Isto é um industrialização versão 2.0”, exclamou. “O nosso trabalho dentro do estúdio irá revolucionar técnicas de produção em massa, pois essa tecnologia não depende de economias de escala. Produção em massa não é mais a mesma de antigamente…ou seja, a fábrica está se tornando uma entidade onipresente .”
Em 2013 seu estúdio causou um grande impacto na moda ao apresentar um vestido de inspiração gótica cravejado com 12.000 cristais Swarovski, impresso em 3D pela Shapeways e usado pela atriz Dita Von Teese. A equipe de designers também usou técnicas de impressão em 3D para a criação de cintos metálicos. Outros vestidos estão sendo produzidos como o modelo Verlan,e uma bolsa de mão (um acessório indispensável!) que utilizam uma estrutura web 3D impressos em uma impressora 3D 3D Objet500 Connex.
O uso de técnicas de impressão em 3D por Bitonti certamente o distingue de muitos de seus contemporâneos no mundo da moda e do design. Ele não hesita em admitir para onde a tecnologia o está levando. “Estamos redefinindo a fabricação, transformando os processos de design, nossa maneira de pensar sobre a forma e o material exige o uso destas tecnologias” disse ele ao Blog Stratasys . Nossas metodologias de design e nossa compreensão da cultura requer a utilização dessas tecnologias de produção. Estamos em uma época empolgante para os designers; não será mais possível produzir formas significativas sem incorporar essas tecnologias.”

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